O público infantil possui particularidades como qualquer outro público. Porém, um erro que muitos podem cometer é subestimar as crianças, como se escrever para elas fosse algo mais raso ou simples.
Na verdade, somos treinados desde pequenos a ouvir histórias, embarcando nelas e construindo nosso próprio mundo da imaginação. Não é porque a criança ainda está construindo seu repertório que ela não mereça algo bem desenvolvido.
Costumou-se dividir esse público em três faixas principais. A pré-escolar, que engloba crianças até cinco anos. A primeira infância, com crianças entre 06 e 09 anos. E a segunda infância, que vai de 10 a 12 anos, também chamados de pré-adolescentes. Ainda que possam parecer próximos em muitos momentos e ainda mais diversos em outros, essa é uma forma de enquadrar os projetos de uma maneira mais funcional.
A Guardiã se encaixa na primeira infância, com um público principal de crianças entre 06 e 09 anos. Elas estão começando a descobrir um novo mundo, através da leitura e escrita, construindo seus primeiros passos de autonomia. Aumenta a sua capacidade crítica e busca opinar e discutir assuntos de sua idade. É uma fase também de formação de grupos, os vínculos e a construção de sua própria identidade.
Segundo D.J. Hargreaves, no livro Infancia y educación artística (Madrid, 1991), nessa fase, as crianças buscam histórias que:
- Que as confirmam
- Nas quais elas possam encontrar contornos sobre si mesmas
- Nas quais se apresentam os seus conflitos, medos e transformações
- Nas quais suas emoções são tocadas
- Espaços nos quais sejam levadas em conta as suas vozes e opiniões frente a problemáticas concretas que as afetam
Em A Guardiã, Iara passa por uma transformação extrema. Ela é apresentada a um novo mundo, adquire poderes e responsabilidades diante dos outros. Há o medo do desconhecido, mas há também a possibilidade de se tornar uma heroína, algo que toda criança sonha mesmo que secretamente. Ser alguém importante, o escolhido.
Dessa maneira, esperamos atingir o público, construindo a empatia e identificação com Iara e ajudando às crianças a embarcarem na aventura de uma maneira mais intensa.
segunda-feira, 20 de março de 2017
segunda-feira, 6 de março de 2017
Explicando o projeto
A Guardiã é um projeto de desenvolvimento de roteiro aprovado no Fundo Setorial do Governo do Estado da Bahia (Edital 07/2016). É um reconhecimento do trabalho do roteirista e da importância dessa etapa de produção de um futuro filme. Criar um roteiro para um longa-metragem não é algo simples. Exige tempo de trabalho desde a concepção da ideia, o desenvolvimento do argumento, passando pelo planejamento da escaleta e escrita do roteiro em si. Isso sem falar na pesquisa e planejamento geral do projeto.
No caso de um longa-metragem de animação ainda tem o processo de ilustração inicial. Mesmo que não estejamos ainda na fase de produção é preciso dar uma “cara” ao projeto. Criar as personagens, os principais cenários, testar a narrativa com o desenho do storyboard de uma cena. Tudo para construir um projeto apto para apresentação e busca de recursos para produção. O que procuraremos apresentar nesse blog é exatamente uma reflexão e dicas dessas etapas a partir do nosso exemplo. Uma espécie de manual, sem grandes pretensões, que possa ajudar novos roteiristas e produtores nos seus próprios processos, além de compartilhar um pouco do nosso aprendizado durante a nossa trajetória.
Além desta primeira postagem de apresentação, estamos planejando outras onze, com os temas: Escrevendo para crianças, Como começar um roteiro, Construção de personagens, Construção do Mundo, Planejando a escaleta, Cenas e diálogos, Escrevendo o roteiro, Estilo de cenários, Revisando o roteiro, Planejando o Storyboard, Possibilidades para o futuro. Sempre com postagens de 15 em 15 dias.
A Guardiã é um longa-metragem de animação que já vem sendo pensado por Amanda Aouad e Ari Cabral desde 2012, mas só agora este projeto pode ser iniciado. Esperamos que ainda renda bons frutos.
No caso de um longa-metragem de animação ainda tem o processo de ilustração inicial. Mesmo que não estejamos ainda na fase de produção é preciso dar uma “cara” ao projeto. Criar as personagens, os principais cenários, testar a narrativa com o desenho do storyboard de uma cena. Tudo para construir um projeto apto para apresentação e busca de recursos para produção. O que procuraremos apresentar nesse blog é exatamente uma reflexão e dicas dessas etapas a partir do nosso exemplo. Uma espécie de manual, sem grandes pretensões, que possa ajudar novos roteiristas e produtores nos seus próprios processos, além de compartilhar um pouco do nosso aprendizado durante a nossa trajetória.
Além desta primeira postagem de apresentação, estamos planejando outras onze, com os temas: Escrevendo para crianças, Como começar um roteiro, Construção de personagens, Construção do Mundo, Planejando a escaleta, Cenas e diálogos, Escrevendo o roteiro, Estilo de cenários, Revisando o roteiro, Planejando o Storyboard, Possibilidades para o futuro. Sempre com postagens de 15 em 15 dias.
A Guardiã é um longa-metragem de animação que já vem sendo pensado por Amanda Aouad e Ari Cabral desde 2012, mas só agora este projeto pode ser iniciado. Esperamos que ainda renda bons frutos.